Novas tecnologias no agro: saiba usar a seu favor

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A tecnologia está cada vez mais presente no campo, e  as empresas que dão esse importante passo rumo à inovação têm maior diferencial no mercado. Mas além da implantação da tecnologia, é necessário que o produtor entenda como utilizar os dados ao máximo, trazendo benefícios à Fazenda.

Quando encontramos fazendas que não investem em inovação e tecnologia, geralmente são  por dois motivos:

  1. Insegurança. Por não ter alguém especializado em tecnologia 24h por dia na fazenda, o produtor tem receio de aplicar algo que não será utilizado com total eficácia;
  2. O medo do desconhecido. A ideia de ter seus dados expostos pela empresa, na maior parte das vezes, também consome o produtor. “Quem verá o que é feito na minha empresa? Quem poderá visualizar como é minha gestão?”. Na maior parte das vezes, a empresa segue padrões montados desde o início, seguindo uma linha familiar muito forte, onde o produtor pensa: “se isso tem dado certo, porque mudar?”

Porém, estes pontos podem trazer comodismo à fazenda, enquanto os concorrentes apostam em inovação e disparam na frente. Sempre é necessário estar apto à mudanças, principalmente quando elas só trazem benefícios. 

Pensando nisso, o Engenheiro Agrônomo e Mestre em Nutrição do Solo, Silas Calazans, respondeu algumas perguntas frequentes sobre o assunto, e como a gestão da fazenda é um ponto fundamental para um bom desenvolvimento desta área.

Qual é a maior diferença observada em campo para as fazendas que usam tecnologia?

Os principais resultados que a gente vê é a melhoria da gestão, porque você consegue ter os resultados da sua mão de obra e o que tem sido feito; e principalmente, na obtenção de dados. Após essa implantação [de tecnologia], você percebe que pode ser feito uma economia absurda, quando passa a fazer as aplicações localizadas. Fora a agilidade na tomada de decisões, porque antes você trabalhava com índices, e agora, com dados.

Quais os principais pontos podem ser melhorados no campo com os novos softwares do mercado?

Na minha opinião, podemos destacar o trabalho da equipe, e também do maquinário. Em alguns momentos da Safra, o produtor precisa ter um grande número de pessoas no campo, onde fica difícil ter controle de todas as ações que estão acontecendo na lavoura. Inclusive, é ainda mais difícil saber o trabalho feito pelas máquinas, onde elas passaram, se uma mesma aplicação foi realizada duas vezes ou não e etc.  Com o avanço da tecnologia, os produtos para o campo estão cada vez mais completos, conseguindo atender o que o produtor precisa, de forma rápida e eficaz, solucionando problemas deste tipo com simplicidade.

A tecnologia por conta própria não resolve os problemas da Fazenda, e por isso, é comum vermos a integração entre várias “indústrias”. Como você vê este movimento?

Na hora de adquirir uma tecnologia específica, é importante que o produtor entenda que aquilo é uma ferramenta de gestão para a fazenda. Ela deve ser usada para gerir a equipe e também os dados obtidos de forma eficiente, mas sem excluir o trabalho do gestor. Ele precisa coletar e comunicar todas as informações de forma satisfatória.

Como a equipe de campo é inserida neste cenário?

Da mesma forma que é necessário a implantação da tecnologia, é importante ter pessoas que saibam desenvolver bem ela na lavoura. Não adianta o produtor investir muito em inovação, maquinário e afins, se não envolver a equipe no processo. O treinamento é necessário para que todos entendam como manusear o que está sendo aplicado ali, para juntos obter os melhores resultados, e saber utilizar da maneira correta os dados obtidos.


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