Agricultura de precisão e os benefícios gerados no campo

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Um conjunto de ferramentas e tecnologias que possibilitam ao produtor conhecer toda a área para cultivo de maneira mais completa, gerenciando assim o sistema da produção, considerando que as lavouras não são uniformes. Essa é a denominada agricultura de precisão (AP), que mesmo parecendo um termo recente, vem como um grande avanço que a agricultura precisa perseguir desde o início do século XXI.

No Brasil, em um primeiro momento, a AP foi introduzida no início dos anos 90, direcionadas pelas máquinas agrícolas, como colheitadeiras e semeadeiras com receptores GNSS (Global Navigation Satelite System), computadores de bordo e sistemas responsáveis por gerar os mapas de produtividade.

Hoje em dia, a agricultura de precisão vai além do simples uso dos equipamentos, podendo ser usada em todas as áreas do setor agropecuário de forma personalizada, com ferramentas para a otimização do uso dos insumos, igualando com as necessidades da cultura em pequenas áreas dentro de um campo da propriedade.

Alguns componentes que podem ajudar na implantação e manutenção da agricultura de precisão:

  1. Drones;
  2. Processamento remoto de imagens: auxílio de softwares que, combinados aos drones/satélites, captam e processam imagens com alta precisão;
  3. Maior informação e armazenamento de dados: recolher dados é um dos principais valores da Agricultura de Precisão;
  4. Dispositivos inteligentes: como, por exemplo, sensores e softwares.

AGRICULTURA DE PRECISÃO X AGRICULTURA DIGITAL

A Agricultura de Precisão é um sistema de gerenciamento agrícola, que pode ser feito através de muitas ferramentas disponíveis no mercado. A AP é uma das inúmeras possibilidades que compõem a Agricultura Digital, a qual é uma visão bastante abrangente e que pode agregar muita eficiência ao agronegócio atual.

Já a Agricultura Digital é um conceito que permite o acompanhamento total da propriedade rural. Para tanto, foram agregadas algumas peças importantes que colaboram para o êxito dos projetos baseados neste conceito. Todas essas peças ajudam a otimizar os resultados que seriam obtidos a partir das atividades da Agricultura de Precisão.

Os métodos se complementam, mas não são iguais. Ambos trabalham juntos, e a AP está inserida na agricultura digital, por esta ajudar na precisão dos dados gerados através do gerenciamento.

OS RESULTADOS

De acordo com Fabrício Juntolli, coordenador-geral de Tecnologia, Inovação e Recursos Genéticos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o uso correto da Agricultura de Precisão pode garantir um aumento de 67% no rendimento global das lavouras. Além disso, as aplicações de insumos se tornam mais otimizadas, diminuindo custos e impactos ambientais negativos, consecutivamente, aumentando o retorno econômico, social e ambiental.

As ferramentas no mercado estão em avanço constante, com o surgimento de novos sensores e equipamentos, tornando a prática da agricultura de precisão cada vez mais acessível, com custos mais compatíveis e integráveis ao dia-a-dia de uma propriedade agrícola.

No entanto, nos diversos setores do agronegócio brasileiro, a adesão deste modelo de gerenciamento está ocorrendo em um ritmo inferior ao esperado. Para isto, foi apresentado na Câmara dos Deputados, em janeiro deste ano, o projeto de lei 149/19, instituído à Política Nacional de Incentivo à Agricultura de Precisão, com o objetivo de ampliar a utilização deste tipo de manejo no País. Conforme apresentado no debate, o Brasil tem uma economia fortemente agropecuária, e se beneficiaria com a expansão deste método.


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