Benefício para o consumidor final

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Como o processo de beneficiamento é fundamental para garantir a qualidade do fruto que chega à mesa do consumidor

O agricultor sabe que a preocupação com a qualidade do produto não acaba com a colheita. O beneficiamento é fundamental para garantir que o fruto chegue saudável para o consumidor final. Estamos falando de todos os cuidados de seleção dos frutos, classificação, higienização, armazenamento e logística. E eles variam de cultura para cultura. “Imagina plantar, ter todo o cuidado durante a safra e, na hora da colheita, perder o seu produto? O beneficiamento é essencial para evitar que isso aconteça”, explica Ebenezer Silva, pesquisador da Embrapa e especialista em hortifruti (HF).

Com o processo de beneficiamento, o produto chega com qualidade para o consumidor final, sem perdas. “Essa etapa é fundamental para garantir a procedência do produto. Com ela, o consumidor sabe que está comprando um fruto que passou por um longo processo de qualidade e atende às legislações”, aponta o gerente da CAAISA, Fernando Hincapié. Como dá para notar, o beneficiamento é vantajoso também para o produtor, que garante a comercialização do seu produto dentro dos parâmetros de qualidade pré-estabelecidos. 

Equipe Strider e Fernando Hincapié ao centro.

Assim, o beneficiamento ainda é bastante delicado e exige cuidados redobrados do agricultor. “O produtor já gasta com insumos, com equipe e vários outros fatores. Não dá para perder o fruto na hora em que ele está sendo preparado para chegar ao consumidor, não é?”, questiona. “Por isso deve-se dar a devida importância a esse processo.

Perder, jamais

As Centrais de Abastecimento (CEASA) estabelecem um valor limite de mercado para a compra dos frutos. Se o processo de beneficiamento falha, o valor perdido com o erro deveria ser agregado ao valor vendido, o que acaba não acontecendo. “Se o beneficiamento é mal feito, a conta do produto fica mais cara, e quem assume esse risco, ou essa perda, é o próprio produtor”, explica o pesquisador.

Muitas fazendas acabam terceirizando o processo de beneficiamento, por isso, o produtor deve acompanhar constantemente como anda esse processo, para não perder de vista a qualidade do seu produto em todas as etapas.

Três vantagens do processo de beneficiamento

1. menos prejuízo na conta do produtor

2. redução da fome: em um contexto onde uma a cada nove pessoas está em situação de fome em todo o mundo, perder alimentos é intolerável

3. o produtor ganha em competitividade de mercado ao oferecer um produto de qualidade superior

O beneficiamento da banana

Algumas espécies de hortifruti permitem um beneficiamento mais tecnificado, como a cenoura. No caso da banana, o processo costuma ser feito por etapas ainda bastante manuais. 

A CAAISA é uma empresa de aplicações aéreas e que possui fazendas produtoras de bananas na Colômbia. Por lá, o processo de beneficiamento é feito quase todo manualmente. O primeiro processo é o de avaliar os dados de cada fruto, como tamanho e peso. Frutos que apresentam deformidades, tamanhos muito diferenciados ou que foram atacados por pragas e doenças são eliminados. Depois, é feito o despencamento dos cachos. Um dos processos finais é a higienização em um tanque, que pode se repetir algumas vezes. 

Para o Fernando Hincapié, o fator humano é fundamental para o processo de beneficiamento da banana, a despeito de qualquer tecnologia ultra inovadora. “Todos os processos do beneficiamento exigem um olhar humano muito focado, muito analítico, que só o trabalho humano pode garantir. Mas acredito que é possível que a tecnologia ajude especialmente a coletar dados como o peso do fruto, para tomar as melhores decisões em campo para  próxima safra”, conclui.

Os vegetais imperfeitos são aqueles que chegam às gôndolas com manchas na casca, pequenos amassados, alteração no formato, entre outras imperfeições. Esses pequenos defeitos não alteram a qualidade ou o sabor da fruta ou leguminosas, mas os produtos são muitas vezes desprezados pelo consumidor por uma questão puramente estética. Com isso, esses alimentos, perfeitos para o consumo humano, acabam apodrecendo nas prateleiras. “É preciso aliar uma reeducação da população a fim de valorizar esses alimentos”, comenta o pesquisador da Embrapa. É uma forma de evitar o desperdício e, consequentemente, ajudar no combate à fome.


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