Gestão e performance: uma dupla que garante o sucesso do agronegócio

por Carlos Caixeta*

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Muito tem-se falado sobre resultados exponenciais, startups unicórnios, inteligência artificial, big data, algoritmos e estatísticas para medir tudo, modelos preditivos e futurísticos etc. É tanta coisa que até assusta! São temas importantes, sem dúvida, mas a base para implementar essas evoluções continua sendo a boa gestão e desempenho, pois sem isso não há formação da cultura empresarial para resultados, fica prejudicada a sinergia entre as equipes e lideranças, a visão de futuro dispersa-se em “achismos” e “ajustes de emergência”, o próprio sentido e diferenciais do negócio perdem-se em discussões amadoras e estéreis.

Em especial para o agronegócio, setor dinâmico e orgulho da economia brasileira, as recomendações para a boa gestão e performance são aplicáveis também a empresas menores e com gestão familiar, capazes de provocar bons resultados tanto em momentos de bonança quanto nos momentos de crise.

A combinação de sucesso

Trata-se da combinação de práticas e princípios que funcionam em empresas do próprio agro (ADM do Brasil, Amaggi, BASF, Cenibra, BUNGE, Aurora e outras) e dos setores de serviços e indústrias como AB InBev, Coca-Cola, Walmart, GE, Google, Apple, Natura, Facebook, Microsoft, Netflix, Tesla, grandes bancos e startups unicórnios. Seguem os pilares recomendados da boa gestão:

  • O sucesso vem da humildade, inteligência analítica, definição explícita dos resultados buscados e disciplina na execução.
  • O líder lidera pelo exemplo, vai na frente, cria o senso de urgência, sabe elogiar e repreender, é o guardião da estratégia e da mensagem. Cuida do curto e do longo prazo.
  • Fundamental ter clareza e alinhamento para a Visão (para onde vai, qual é o “sonho grande”), Missão (como ser hoje um sucesso no negócio), Valores (norteadores das condutas e decisões) e Negócio (benefícios e valores entregues aos clientes).
  • Fazer reunião semanal com os gerentes, para apoio individual e sinergia da equipe: padronizar o que deu certo e atuar nas causas do que deu errado, corrigindo e aprimorando – formar as equipes para a cultura da entrega de resultados.
  • Definir e acompanhar sistematicamente os indicadores e metas, para atingir os objetivos: foco no resultado, na entrega pactuada.
  • Reforçar a pressão comercial e o relacionamento com os clientes: receita crescente e fidelizada ao longo do tempo.
  • Orçamento para ter os melhores colaboradores e fazer treinamentos constantes: “primeiro quem, depois o restante…” Colocar as pessoas certas nos lugares-chave da organização.
  • Fazer disciplinadamente uma reunião mensal de desempenho: priorizar a Demonstração dos Resultados com abordagem analítica detalhada feita pelos responsáveis, para entendimento da performance e ações corretivas necessárias.
  • Manter clareza na atuação específica – plano de ação para detalhar a execução (o que fazer, como fazer, por que fazer, onde fazer, responsável pela entrega, prazo da execução, como medir o desempenho e quanto investir). Executar com disciplina!
  • Cuidado obsessivo com a marca, clientes e mercados – sucesso e longevidade da organização e reputação.
  • Abominar o desperdício e buscar obsessivamente a eficiência operacional: fazer mais e melhor, com os mesmos ou menos recursos.
  • Definir Procedimentos Operacionais Padrões (POPs) para todas as atividades rotineiras e repetitivas, para aumentar a eficácia e eficiência por meio de manuais que orientem sobre o passo-a-passo de cada atividade. Maiores e melhores resultados com a quantidade adequada de recursos: tempo, gente, máquinas, tecnologias, dinheiro, infraestruturas, insumos e outros.
  • Sempre planejar, executar, checar os resultados periodicamente e agir para padronizar as práticas que funcionaram e corrigir as que não funcionaram, ou funcionaram aquém do desejado.
Figura 1: base da boa gestão.

Case de sucesso envolvendo gestão e performance

 Para comprovar a eficácia de um de seus produtos, o novo inseticida indicado para o controle do bicho mineiro, uma multinacional desenvolveu um projeto utilizando soluções da Strider para aumentar também sua performance nos negócios. Os maiores produtores das regiões com alta pressão de pragas cederam 10 ha da fazenda para a realização do campo demonstrativo. Em metade dessa área, o controle de bicho mineiro foi feito seguindo o manejo padrão do produtor e, na outra metade, a multinacional subsidiou as aplicações do cliente.

Nesse projeto piloto, as equipes monitoraram os campos demonstrativos dos seus 5 maiores clientes para acompanhar a infestação do bicho mineiro e avaliar a eficácia das suas aplicações. A utilização da solução Strider permitiu um acompanhamento de 48 fazendas em uma única sala de controle, aumentando a boa gestão e tomada de decisão em tempo real para cada uma delas. Além disso, a verificação da eficácia do produto se dá de forma simples, a partir da comparação entre os monitoramentos anteriores e posteriores à solução implementada.

Igualmente buscando a boa gestão a alta performance, uma empresa produtora de café e cereais decidiu ter 100% da sua área monitorada com soluções da Strider. Anteriormente, o monitoramento era feito de forma desorganizada, sem método claro e “tudo no papel”. Conscientes de que a adoção de tecnologia é um processo importante, foram planejadas entregas gradativas, respeitando a curva de aprendizado da empresa. Hoje, a tomada de decisão é feita de forma profissional e totalmente baseada nos monitoramentos feitos pelas soluções implementadas, não sendo necessário voltar na área. Além disso, as atividades são previamente planejadas escolhendo-se os pontos de coleta e comparando a produtividade de cada área com o que foi aplicado.

Os dois principais decisores dessa empresa moram em São Paulo, mas a fazenda se localiza em Minas Gerais. Com a solução Strider, eles acompanham remotamente os indicadores de performance da fazenda, realizam reuniões semanais por Skype para verificar os resultados e decidem de forma ágil, buscando a lucratividade presente e futura do negócio.

Se você igualmente se comprometer e implementar essas melhores práticas para desenvolver a sua empresa do agro, aplicando-as com disciplina em tempos bons e ruins, estáveis e instáveis, será capaz de prosperar e arrancar na frente dos concorrentes assim que a turbulência começar. Quando uma calamidade atinge violentamente um setor ou toda a economia, as organizações se posicionam em uma dessas três categorias: as que arrancam na frente, as que ficam para trás e as que morrem. A tragédia, por si só, não determina em qual categoria você se enquadra, só quem pode determinar isso é você mesmo!

*Carlos Caixeta é consultor, professor, escritor, palestrante e autor.

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