Inovação e produtividade em grandes empresas do agro

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Inspire-se nas histórias de sucesso do agro brasileiro para melhorar sua lavoura!

Estamos na era da Agricultura de Precisão, e as fazendas estão se especializando cada vez mais no assunto. É muito comum encontrarmos pessoas e canais de comunicação falando sobre a aplicação da tecnologia na produção, e os benefícios dessa decisão. Mas será que realmente é assim? 

Durante os dois dias de Strider Day 2019, diversos nomes do mercado debateram sobre o futuro do agro e compartilharam técnicas e cases de sucesso, através de palestras e painéis. Em um desses momentos, o tema “Como a tecnologia contribui para aumentar a produtividade” foi abordado, convidando especialistas no assunto para mostrar os produtos usados na produção e os resultados obtidos. 

1. Grupo Tsuge

O Grupo Tsuge busca ser referência mundial na produção do abacate avocado, uma variedade com um sabor marcante. Com a missão de oferecer ao consumidor brasileiro o mesmo produto exportado para a Europa, o Grupo baliza sua produção na conquista dos maiores certificados internacionais de qualidade.

Paulo Tsuge, Produtor Rural do Grupo, declarou no Strider Day 2019 que a meta da empresa até o final do ano é plantar cerca de 830 hectares do produto, gerando 10 mil toneladas de avocados, metade para consumo interno no país, e a outra metade para exportação.  

Além dos planos de expansão da empresa, o Grupo busca também busca melhorar seu posicionamento no mercado como uma empresa, melhorando o clima organizacional e sua gestão de pessoas. Para Paulo, com as novas tecnologias disponíveis no mercado, o Brasil pode aumentar ainda mais sua presença no mercado agrícola mundial. “A gente precisa buscar ser mais competitivo com produtores de outros mercados, e utilizando a robotização e a inteligência artificial podemos ter resultados melhores”, afirmou.

2. Algar Farming

Empresa produtora de commodities agrícolas, a Algar Farming é uma das empresas do Grupo Algar, composta por um conjunto de fazendas no Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, com uma área plantada de 25 mil hectares. Além de ser reconhecida nacionalmente por suas diversas frentes, o Grupo também é conhecido por sua Gestão Profissionalizada e Governança Corporativa, bem como por sua Cultura e Propósito de Servir.

Representando a empresa do Grupo responsável pela área agrícola, o Diretor Presidente da Algar Farming, Marlos Alves, mostrou as conquistas obtidas na produção com a implantação da tecnologia. “É possível visualizar claramente a diferença de produtos perdidos que tivemos este ano. Conseguimos ter uma colheita com mais precisão, e monitorando todos os processos, conseguimos entender melhor o que deve ser usado e quando”, disse. 

Ao citar programas de monitoramento, o Diretor Presidente da Algar Farming ressaltou a importância destes para a tomada de decisões, garantindo que ela seja precisa e entre no momento correto. “Antes, a gente não tinha visibilidade de fato de como os tratores estavam caminhando. E se eu não tenho um caminhamento padronizado, eu também não tenho um resultado agronômico padronizado. É aqui que percebemos a importância de ter esses dados em mãos, podendo começar um trabalho de nivelamento desses monitores no campo”. 

“A inovação nos traz melhor conhecimento sobre nossa linha de produção, e melhora o desenvolvimento de cultura por ambiente, além de trazer competitividade com ganho de eficiência operacional, através da melhor gestão de custos e ganho de produtividade, finaliza.

3. Agropecuária Reunidas do Papagaio

Um das grandes empresas agrícolas de Sapezal/MT, a Agropecuária Reunidas do Papagaio é referência na região graças a uma operação com excelência produtiva, na produção de soja e milho, com 3.600 hectares, além da pecuária, ocupando 6.000 hectares. 

O Diretor Técnico da Agropecuária, Eduardo Godoi, iniciou sua fala no evento destacando as mudanças na agricultura, e como “hoje em dia, não é um trabalho resumido em poucas pessoas no campo”. 

Sobre a importância da tecnologia na agricultura, Godoi lembrou períodos onde nada havia sido implantado na produção, e como mudanças no mercado e na linha de produção da Reunidas do Papagaio fizeram com que a forma de visualizar os dados mudou. 

“Duas questões fizeram com que a gente entrasse de vez na agricultura digital: antes de tudo os custos. Mesmo tendo controle sobre os gastos e lucros, precisamos sempre produzir a média do que investimos. Como o risco aumentou muito, a tomada de decisão precisa ser cada vez mais precisa. Além disso, o mercado está instável, principalmente o da soja, e precisamos ter certeza no que estamos produzindo.”

Poder acompanhar a realização dos monitoramentos e aplicações de longe também foram um ponto importante na hora de implantar a tecnologia na Agropecuária. “A Fazenda fica em Sapezal, e eu moro em São Paulo. Quando ia embora, ficava sem informações e não conseguia saber se está chovendo ou não, se está plantando ou não, e como está a produção. Com a tecnologia implantada, eu consigo acessar o sistema da fazenda e ver no relatório de atividades se as atividades estão sendo realizadas”, afirmou Eduardo. 

É importante ressaltar que a tecnologia necessita também, acima de tudo, integração entre a equipe de campo e o produtor. Quando aplicada, ela precisa ser gerenciada pela equipe da melhor forma possível, aumentando não só a produtividade, como a satisfação do trabalhador.


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