#WeConnectAg: futuro digital deve transformar o mercado agrícola

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A história da família Tsuge começa lá no Japão, onde já se dedicava à agricultura. Nos anos 1950, a promessa de um futuro mais produtivo no Brasil leva à migração para o Paraná. Em seguida, os Tsuge vão para o cerrado mineiro, mais especificamente São Gotardo, região em que se dedicam, até hoje, à cultura do abacate e são referência no mercado agrícola.

Comparando com o que as gerações anteriores já viram em termos de evolução agrícola, o Diretor do Grupo Tsuge, Paulo Tsuge, diz acreditar que a qualidade, a precisão e a confiabilidade das informações serão um grande diferencial nas próximas décadas. “Acredito muito que o Brasil, além de ser o celeiro da produção agrícola, tem condições de ser o celeiro das inovações tecnológicas da agricultura”, prevê. 

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Tsuge crê que haverá previsibilidade de safra de qualidade e aumento na produtividade devido à antecipação dos problemas. “No nosso caso, como temos o cultivo perene, vamos conseguir mapear todo nosso potencial produtivo, trabalhar cada vez mais próximo desse potencial e evitar desperdício”, completa. 

O Representante Técnico de Vendas da Syngenta Maicon Rohloff enxerga o futuro da agricultura nesse mesmo caminho. Segundo ele, não há como escapar da “era digital”. Por isso, é necessário haver uma adaptação no campo, para que os produtores e o mercado sejam beneficiados pelas mudanças. 

Profissionais híbridos no mercado agrícola

A fundadora da Strider, Gabriela Mendes, confirma que haverá uma demanda de coleta e análise de dados, que tendem a ficar mais críticos, em sua opinião. Segundo ela, cultivar algo vai passar por analisar informação, e as tecnologias vão tocar todas as partes das operações. “Imagino que a agricultura vai se transformar em uma atividade diferente. Vão mudar as profissões e o perfil dos profissionais conectados com a operação de uma fazenda. Vai haver uma mescla das competências agronômicas e de tecnologia, porque a gente já vê isso em campo, nas implementações. Vamos ter profissionais híbridos a partir dessa necessidade”, explica.

Para Gabriela, tudo vai partir da tomada de decisão baseada em informações históricas coletadas no ambiente, já que a tecnologia se tornará mais precisa e  fundamental para um o processo produtivo mais eficiente: “As pessoas vão confiar mais nisso e usar como ferramenta, como um insumo indispensável”.

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