Queda na safra de milho deve melhorar margem do produtor

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As vendas externas do agronegócio brasileiro, em 2019, tiveram como um dos destaques a safra de milho. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), 43,25 milhões de toneladas foram embarcadas para fora do país, que se tornou o maior exportador do cereal do mundo, ultrapassando os Estados Unidos.  

Estimativas do Mapa previam aumento de 1,1% na área semeada do milho primeira safra, o que corresponde a 4,15 milhões de hectares e uma produção de 26,6 milhões de toneladas. No entanto, houve perdas no potencial produtivo. No Rio Grande do Sul, por exemplo, lavouras plantadas em setembro sofreram deficiência hídrica. 

Em nota, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) diz que “a tendência é de quadro de oferta apertado em relação à demanda. Por isso, o mercado brasileiro de milho inicia 2020 com perspectiva de preços firmes pelo menos para este primeiro semestre”. 

Tecnologia aliada à safrinha

safra milho

Com a instabilidade nos fatores naturais e econômicos, há probabilidade de escassez na safrinha. Com uma agricultura mais competitiva, pensar nos detalhes pode aumentar a margem do produtor, como explica o Consultor Líder da Strider, Silas Calazans: “Apesar da possibilidade de maior margem nesse momento, os produtores tendem a ser cada vez mais precisos na tomada de decisão. Tendo a tecnologia como aliada, é possível tomar decisões mais assertivas nos estádios de maior suscetibilidade da cultura”.

Dessa forma, conclui Calazans, o agricultor passa a ter maior controle sobre as variáveis que afetam sua produção, além de tornar toda a cadeia produtiva mais sustentável e maximizar o retorno sobre seu investimento.

safra milho

Na próxima safrinha, a Strider estará no monitoramento digital de cerca de 100 mil hectares de plantio de milho com o Programa Controle Certo. O agricultor adquire um protocolo de produtos Syngenta e ganha o direito do uso da tecnologia Protector, software com o qual é possível atuar de maneira assertiva e preventiva em relação às pragas.

No Mato Grosso do Sul, a Strider vai monitorar 5 mil hectares da safrinha em parceria com a Agrícola Panorama. Segundo a consultora de vendas Letícia Mondadori, com o atraso no plantio da soja, “muitos produtores deram uma segurada nos químicos para o manejo da safrinha”. A expectativa, porém, é positiva: “Muita gente está começando a aderir à ferramenta digital e a esse tipo de serviço”, conclui.


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