#WeConnectAg: É possível prever o futuro da agricultura?

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Se você acha que os últimos anos foram de muitas mudanças no campo, prepare-se para a próxima década. Até 2030, o consumo de água deve dobrar no mundo, os gastos com energia devem subir em 40%, e a demanda por alimentos, em 30%. Essas projeções são baseadas no aumento da população, na maior expectativa de vida e no poder aquisitivo cada vez mais elevado.  

O papel da agricultura ganha força nesse contexto, em que o Brasil se insere como uma grande potência. Segundo a Embrapa, em 2018, o país bateu recorde de produção, com 40 milhões de toneladas. Foram mais de 400 produtos de origem animal e vegetal, milhões de consumidores internos e exportações para mais de 150 países.

Um futuro inimaginável?

Um dos produtores agrícolas com maior atuação na Bahia, Paulo Schmidt não hesita em dizer que a agricultura será “inundada” pela tecnologia nos próximos 10 anos. Segundo ele, a vez é dos aplicativos, que vão transformar a agricultura de uma forma que ainda não somos capazes de prever.

“São coisas que ainda não existem. Vamos ter algo como o Uber da agricultura, o Waze da agricultura, softwares que não vamos conseguir viver sem”, afirma Schmidt, Diretor de Produção da Schmidt Agrícola e no ramo há mais de três décadas.

“Aquele produtor que não sabe mexer com WhatsApp, com internet no celular, não tem futuro. A gente vai se adaptar na marra”.

Paulo Schmidt

As megatendências para 2030

Uma equipe de estudiosos da Embrapa, liderada pelo pesquisador em informática agropecuária Édson Bolfe, desenvolveu o documento Visão 2030: o futuro da agricultura brasileira, que aponta 7 megatendências para o campo:

  1. Mudanças socioeconômicas e espaciais 
  2. Intensificação e sustentabilidade dos sistemas de produção
  3. Mudanças do clima
  4. Riscos na agricultura 
  5. Agregação de valor nas cadeias produtivas 
  6. Protagonismo dos consumidores
  7. Convergência tecnológica e de conhecimentos na agricultura

Ciência, tecnologia e inovação seguem como os pilares da evolução agrícola brasileira, como explica Bolfe. “A gente terá mais pessoas, com maior idade e com mais recursos para comprar alimento. Com limitações legais de produção, o país se voltou para buscar tecnologias que ajudam a produzir mais no mesmo local, sem necessitar de grande desmatamento”, afirma. 

A expectativa é que o Brasil tenha produtos de maior qualidade e preços estáveis. No entanto, Bolfe alerta para a necessidade de investimento na capacitação de agricultores menores e seus funcionários. “As cadeias produtivas estão se posicionando. Teremos especialização de pessoas, ensino à distância, cursos online. A Embrapa tem vários apps em vários temas”, conclui

Futuro de dados

Nesse cenário, empresas que trabalham com dados terão cada vez mais espaço na agricultura. O COO da Strider, Gustavo Schaper, explica que a coleta de informações do campo, em grande quantidade e a todo momento, permitirá maior e melhor produção. “A evolução tecnológica vai ajudar o mundo a ter mais alimentação, mais segurança e mais sustentabilidade. E o ponto importante é que empresas de tecnologia vão ter papel fundamental”, completa.


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