Você sabe o que é o gêmeo digital de uma fazenda?

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O mercado de inteligência artificial conquistou o agronegócio, que tem investido fortemente em estudos com foco em inovação. Uma das apostas para o futuro próximo é que toda fazenda tenha um gêmeo digital. Essa é uma das previsões do 5-in-5, projeto de pesquisa e desenvolvimento da IBM que revela as tendências da agricultura e da cadeia global de alimentos.

O gêmeo digital, segundo o Head Global de Soluções da IBM, Luis Otávio Fonseca, é um algoritmo matemático probabilístico. “Ele trabalha com uma curva de distribuição de probabilidades que aprende conforme o tempo passa. Recebe dados e vê a probabilidade do que gerou e o que aconteceu”, explica Fonseca, que resume o gêmeo digital como um “modelo estatístico que simula um pedaço de chão”. 

O gêmeo digital nada mais é do que o resultado de um processo cada vez mais veloz no campo: a adoção de soluções digitais para o melhor aproveitamento das potencialidades da fazenda e, consequentemente,  o aumento da produtividade. Em questão de anos, ter uma um modelo digital da propriedade será primordial, já que um rendimento eficaz é demandado a todo instante.

Como funciona o gêmeo digital?

O que a IBM está chamando de gêmeo digital é uma grande base de dados com indicadores que representam uma fazenda em determinados períodos de tempo. Com esses valores em mãos, é possível fazer predições, como explica o Gerente de Projeto da Strider, Renato Correa. 

Além dos dados da propriedade, há outras informações, como as de satélite, de solo, de eletrocondutividade, de irrigação e de conhecimento agrícola. Ao cruzá-las, toda a cadeia se beneficia. “Conseguimos dizer como a produtividade vai se comportar, e o produtor consegue se planejar melhor, plantar na hora certa, irrigar na hora certa, colher na hora certa”, conclui.

Era de transição

Luis Otávio Fonseca é um dos responsáveis pelo projeto 5-in-5 da IBM e afirma que ligar o mundo físico ao digital por meio de soluções de inteligência artificial e big-data permitirá ações preventivas no campo. Dessa forma, em um futuro próximo, segundo ele, teremos uma agricultura totalmente digitalizada e simulável. “Acreditamos que a transformação do agronegócio se dará principalmente pela disponibilidade e compartilhamento dos dados. Isso permitirá a criação de um big data entre as fontes de dados dos diversos participantes”, argumenta.

O momento de mudança, de acordo com ele, é de reflexão sobre como será a era de colaboração de dados pelas diversas soluções que trazem benefícios para os integrantes da cadeia produtiva. “Cabe agora aos atores desta cadeia identificarem stakeholders, estabelecerem ecossistemas de colaboração e trazerem novos casos de uso sobre o que já temos no mercado”, finaliza.


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