#WeConnectAg: O campo estará totalmente conectado em 10 anos?

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A geração que hoje tem entre 10 e 15 anos está formando hábitos que serão demandados à produção agrícola na próxima década. Qualidade, rastreabilidade e proximidade da produção, além da valorização da economia local, serão essenciais para o sucesso das empresas de agricultura. Para isso, explica Luis Otávio Fonseca, Head Global de Soluções da IBM, velocidade e amplitude vão povoar o campo. Será que a agricultura estará totalmente conectada daqui a 10 anos?

Acostumado a ouvir a pergunta “qual a tecnologia do futuro?”, Fonseca não hesita em responder: “todas”. Segundo ele, o ponto principal é: qual problema queremos solucionar. “A gente não pode confundir tecnologia e inovação com o próximo homem a ser lançado à Lua. A tecnologia é uma maneira de fazer diferente o que já se faz. A maneira de tomada de decisão está saindo de veículos tecnológicos, sem dúvida nenhuma”, argumenta.

Digital que veio para ficar

O atual cenário é de movimentação, na visão de Fonseca. “Os grandes grupos agrícolas já abraçaram a transformação digital. De três anos para cá, foi uma fase de adoção, de testes, prototipagem. Vejo um mercado, hoje, bem preparado. A tecnologia se cria, e os casos de uso, os modelos comerciais se comprovam nos grandes grupos”, diz o especialista, que vê uma perspectiva mais democratizada para o pequeno produtor ao longo desta década. 

Fonseca explica que a adoção de tecnologias com conexão à internet ainda esbarra em entraves no campo, o que deve mudar. “Vejo isso acontecendo de maneira mais rápida agora. Começamos a ver consórcios, operadoras abrigando o digital, incubadoras. Começamos a ter forças para soluções”, afirma. 

Produtor familiar de Palotina, no Paraná, Eduardo Selinger já representa essa mudança prevista pela IBM. Sua experiência tem mostrado que é preciso produzir mais em uma área menor, o que demanda tecnologia.

“Vai dominar o campo. A tendência é a principal autonomia dos maquinários, de se tornar autônomo e com menos exigência de pessoas para monitorar”

Eduardo Selinger, produtor rural do Paraná

Para além do cérebro humano

O COO da Strider, Gustavo Schaper, complementa a análise da IBM ao avaliar que os softwares permitiram o processamento de um grande volume de informações, que o cérebro não é capaz absorver. “Isso vai fazer com que a gente consiga um número de produtividade e rastreabilidade que a gente nunca chegou perto. Concordo com essa visão da IBM e entendo que a gente vai conseguir fazer essa gestão melhor, no futuro, dentro dessas réplicas digitais”, conclui.


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